Dez pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) durante nova fase da operação, que investiga tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro no Norte da Bahia
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou nesta terça-feira (1º) a 5ª e a 6ª fases da Operação Premium Mandatum, com ações em Juazeiro e desdobramentos relacionados a uma organização criminosa com ramificações em Senhor do Bonfim e municípios da região Norte da Bahia.
Ao todo, dez pessoas foram presas durante a operação. Também foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, todos em Juazeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Senhor do Bonfim e pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro.
Um dos pontos que chama atenção nas novas etapas da investigação é a identificação de possíveis novos integrantes da organização criminosa com ramificações em Senhor do Bonfim. Segundo o MPBA, entre os investigados estaria um advogado, cuja suposta participação está sendo apurada pelas autoridades.
A investigação, no entanto, permanece sob segredo de Justiça, e não foram divulgados oficialmente detalhes sobre a identidade do profissional ou quais seriam exatamente as condutas atribuídas a ele. Portanto, qualquer responsabilidade deverá ser definida somente após o avanço das investigações e eventual processo judicial, respeitando-se o direito à defesa e a presunção de inocência.
Ações no Conjunto Penal de Juazeiro
Parte dos mandados de prisão foi cumprida no Conjunto Penal de Juazeiro, onde, segundo o Ministério Público, integrantes da organização criminosa continuariam, mesmo presos, a comandar atividades ilícitas e determinar ações criminosas com o auxílio de comparsas que permaneciam em liberdade.
Oito mandados de prisão foram cumpridos, além de duas prisões em flagrante. Três presos foram submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), com transferência para unidade prisional de segurança máxima.
As investigações apontam para uma estrutura criminosa com atuação relacionada ao tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro, com ramificações em Juazeiro, Senhor do Bonfim e outras cidades do Norte da Bahia.
Celulares e movimentações financeiras serão analisados
A Justiça também autorizou o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos durante as ações.
Com isso, os investigadores poderão aprofundar a análise das redes de contatos, comunicações e possíveis movimentações financeiras relacionadas aos investigados.
A operação contou com apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPRN), Rondesp Norte, 73ª, 74ª, 75ª e 76ª CIPMs, além da CIPE-Caatinga e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
As investigações continuam e seguem sob segredo de Justiça.










